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3 obstáculos para o sucesso do intraempreendedorismo nas empresas

Design Thinking | Publicado por Time MJV on 15/dez/2016 19:21:33

Empresas percorrem longas distâncias atrás de fontes de ideias; elas contratam diferentes consultorias e especialistas em busca de inspiração e de resultados para suas ambições. No entanto, ainda é pequeno o número de lideranças que enxergam em sua malha de funcionários a máquina de ideias que toda organização ambiciona. Explorar o potencial de inovação dos próprios funcionários, em todas as esferas corporativas, é uma maneira prática e eficiente de alcançar seus objetivos. Vamos falar um pouco mais sobre isso.

O que é intraempreendedorismo?

ideas-internas-mjv.pngIntraempreendedorismo é um conceito relativamente novo que foca nos funcionários de uma empresa que apresentam as qualidades dos empreendedores, para que sejam eles a criar novos negócios ou a transformar processos internos. Utilizar a própria força interna para o progresso nos negócios é uma maneira prática e sensata de fomentar a inovação corporativa, mas esse tipo de iniciativa impõe para a liderança alguns desafios que não devem ser ignorados. Aqui estão os que achamos mais relevantes.

Pensar no intraempreendedorismo como um evento isolado.

O cerne do intraempreendedorismo é inovar dentro de empresas utilizando a sua própria força de trabalho. No entanto, ainda há muita confusão sobre o que é inovação e o que ela significa para cada empresa. 

É preciso, antes de tudo, ter em mente que ‘inovação’ e ‘criatividade’ não são a mesma coisa. Criatividade é parte integrante do processo de inovação, mas não é o que a concretiza. Se a ideia surgida de um processo criativo não for cuidadosamente planejada e posta em prática, ela jamais se traduzirá em um negócio ou alguma melhoria relevante para os stakeholders.  

Para a inovação aplicada em empresas, é essencial que o primeiro passo a ser dado seja definir o que ela representa para o negócio. Ter uma visão clara de onde se quer inovar e por que é de suma importância para que os resultados do intraempreendedorismo sejam os esperados e, de fato, beneficiem a empresa.

Uma vez que esse ponto é determinado, o próximo passo é o como; e é aqui que entra o intraempreendedorismo. Em muitas empresas, o intraempreendedorismo é posto em prática na forma de hackathons, bootcamps e idea jams. No entanto, ao propor esse tipo de iniciativa, é indispensável ter em mente que intraempreendedorismo (assim como a inovação em si) não é um evento isolado.

Para que o intraempreendedorismo renda frutos a longo prazo e seja uma ferramenta eficaz de inovação corporativa, é preciso cultivar uma cultura de intraempreendedorismo; um mecanismo permanente de criação e desenvolvimento de ideias, pautado no pensamento inovador - que também deve ser cultivado através de um processo planejado e aplicado em todos os níveis corporativos.

É preciso olhar para a inovação como um ecossistema: não é simplesmente lançar alguns novos produtos, mas sim construir uma máquina de inovação que dure.

Não ter uma estratégia (e uma estrutura) para a implementação do intraempreendedorismo.

Qualquer iniciativa requer um mínimo de planejamento para que seja bem-sucedida. Para o intraempreendedorismo não poderia ser diferente. Simplesmente comunicar aos funcionários que eles agora têm a permissão para propor novos negócios e iniciativas, sem nenhum plano ou aparato, pode soar como innovation theater. O estabelecimento de uma estratégia e também de uma estrutura propícia ao desenvolvimento do intraempreendedorismo garante a obtenção dos resultados desejados.

Antes de tudo, a força de trabalho deve ser orientada para que as ideias advindas do processo de intraempreendedorismo sejam criadas e desenvolvidas de acordo com os objetivos da empresa; elas devem estar alinhadas com o planejamento estratégico estabelecido pela diretoria.  É o intraempreendedorismo com propósito.

Para isso, os funcionários (de todas as hierarquias) devem ser educados sobre empreendedorismo: as expectativas devem ser alinhadas, as ferramentas devem ser disponibilizadas e o intraempreendedorismo deve ser institucionalizado. Ele deve fazer parte da rotina empresarial. As propostas selecionadas devem ser abraçadas pela liderança como forma de reconhecimento do trabalho e adotadas pelo resto da empresa de maneira orgânica.

Para que as iniciativas propostas se encaixem do planejamento estratégico da empresa, recomenda-se montar um framework de criação, desenvolvimento e aplicação das ideias para que elas atendam aos objetivos da empresa ao mesmo tempo que concede liberdade de  criação e movimento ao colaborador. No intraempreendedorismo, o framework não é um conjunto de regras a serem seguidas, é um conjunto de orientações a serem consideradas e possivelmente adaptadas durante o processo. 

Não abrir mão do controle sobre o processo.

Um dos maiores desafios a serem superados pelas empresas que desejam fazer do intraempreendedorismo uma ferramenta de inovação é aprender a dar autonomia aos intraempreendedores.

A cultura que fomenta o intraempreendedorismo é contrária aos mecanismos tradicionais de funcionamento das grandes empresas, cujos líderes prezam pelo controle de tudo o que está sendo desenvolvido. O excessivo apreço por controle gera toda uma cultura de relatórios, reuniões, regras e demais burocracias, processos e políticas que afetam o potencial disruptivo do projeto ao impor obstáculos à sua criatividade e agilidade.

O intraempreendedor deve sentir que está sendo orientado e não controlado, do contrário, isso pode se tornar um empecilho ao engajamento do funcionário nos diversos desafios que surgem ao longo do tortuoso caminho rumo à uma empreitada bem sucedida. A liderança deve atuar simplesmente como um facilitador.

A metodologia da empresa deve ser ajustada à agilidade do intraempreendedorismo, cujo funcionamento se assemelha ao das startups: as decisões são tomadas de forma rápida e as ideias rapidamente prototipadas.    

Nova forma de olhar

O intraempreendedorismo é cercado de desafios que exigem dos executivos um novo olhar sobre a forma de criar e operar iniciativas. Essa nova perspectiva pode gerar um número incalculável de descobertas e lições aprendidas sobre negócios, além de revelar todo o potencial da força de trabalho interna. É um trabalho contínuo que, se bem planejado e estruturado, produz resultados consistentes.

Categorias: Design Thinking

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