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Hollywood para Negócios

Design Thinking | Publicado por Time MJV on 17/mar/2017 12:52:01

Uma das mais populares formas de lazer e distração, o cinema pode ir muito além e ensinar algumas valiosas lições sobre o mundo real dos negócios. No post de hoje faremos essa ponte entre ficção e realidade corporativa, mas cuidado: os spoilers são inevitáveis!

“O Homem que Mudou o Jogo” (Moneyball)

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O que tinha tudo pra ser mais um clássico filme americano de esportes, no qual um time mal sucedido consegue chegar à vitória através de alguma tática esportiva pouco comum e de inúmeros discursos motivadores do técnico, se mostrou como uma grande estratégia criada através do uso inteligente de dados.

“O Homem Que Mudou o Jogo” foca na decisão do gerente do time (Billy Beane, interpretado por Brad Pitt) em tomar decisões sobre novas contratações baseadas em análise de dados após conhecer Peter Brand (Jonah Hill), um jovem recém formado em economia que possui ideias pouco ortodoxas para a época de como avaliar cada jogador.

Até então, a contratação de novos jogadores era feita através dos olheiros; ao invés de se apoiar na intuição e experiência deles, Brand seleciona jogadores baseado quase que exclusivamente na porcentagem de vezes que eles chegam à base, ou seja, ele olha para as estatísticas dos jogadores e para os dados coletados, para apoiar suas escolhas.

Ao encontrar jogadores com alta porcentagem em base, porém com características que levariam os olheiros a ignorá-los, Brand reúne um time de jogadores subvalorizados com um potencial muito maior do que as finanças do seu time permitiriam. Isso é Business Intelligence e Data Science aplicados a esportes!

Assim como com os olheiros, muitas decisões tomadas no âmbito dos negócios ainda são feitas com base na experiência e na intuição dos decisores, principalmente aqueles provenientes de empresas ou indústrias mais tradicionais. O filme mostra que, ao substituir esses elementos por uma análise de dados focada em uma estratégia (conseguir bons jogadores por um preço baixo, nesse caso), pode-se otimizar o processo de tomada de decisão e revelar novos caminhos.

Lição aprendida: Analisar os dados relativos ao negócio, de acordo com o objetivo a ser trabalhado, pode revelar novos modelos de negócio e novos públicos, e manter os seus projetos dentro do orçamento. Vale pensar no seu atual desafio e se perguntar: “Como o Data Science pode me ajudar?”.


“Joy: O Nome do Sucesso” (Joy)

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Joy Mangano é uma empreendedora e inventora americana de muito sucesso, cuja história soa familiar a todos aqueles que lutam para empreender ou para gerir um negócio. O filme que leva seu nome, estrelado pela atriz Jennifer Lawrence em 2015, conta parte do processo criativo da empresária, e apesar de não ter feito muito sucesso ajuda a entender melhor alguns aspectos do mundo dos negócios.

O longa metragem gira em torno de todo o processo enfrentado por Joy para dar vida à sua primeira grande invenção, o Miracle Mop, o que nos leva a refletir sobre o processo de desenvolvimento de produtos e de modelos de negócios.  

Identificação de necessidades/Jornada do Usuário

Apesar de possuir a patente de mais de 100 produtos, o filme “Joy” foca na sua primeira e mais bem sucedida peça: o Miracle Mop, um esfregão com 90 metros de tecido que pode ser facilmente torcido sem que as mãos do usuário precise tocar o pano.

No filme, Joy tem a ideia após um episódio no qual precisa limpar cacos de vidro de uma taça de vinho tinto que caiu no chão. Na ocasião, ela se corta e tem uma epifania ao verificar, ainda que de maneira inconsciente, uma das partes da jornada do usuário que precisa fazer limpeza e uma necessidade não atendida pelos produtos disponíveis no mercado.

No caso de Joy, um evento fortuito desencadeou o processo que levaria à criação de um novo modelo de negócio, mas, naturalmente, empresas não criam novos produtos ou serviços necessariamente dessa forma.

Um caminho possível para isso, que verificamos todos os dias em nossos projetos, é colocar-se no lugar do cliente por meio da vivência de suas experiências, a fim de identificar problemas ou oportunidades. Isso é possível por meio do uso de ferramentas como sombra e um dia na vida, utilizadas durante a fase de Imersão do Design Thinking, cujo objetivo é adquirir profundo conhecimento sobre o contexto a ser trabalhado.

Tais ferramentas permitem que a empresa enxergue o negócio do ponto de vista do usuário, como a personagem Joy faz ao longo do filme.

Prototipagem rápida

Ao chegar em casa, Joy começa a esboçar desenhos do seu esfregão e de seu manuseio com os lápis de cor da filha pequena. Se olharmos mais de perto, podemos ver que, verdade, ela criou um storyboard de seu produto.

Em seguida, com alguns materiais improvisados, Joy constrói o seu protótipo para apresentá-lo a investidores em potencial - nesse caso o pai, dono de uma loja de peças para automóveis, e sua namorada, uma senhora rica.

Joy cria o protótipo para tangibilizar sua ideia, uma das grandes vantagens da prototipagem rápida: a existência de uma peça, ainda que feita de improviso, que ajude os possíveis compradores ou investidores a visualizar o produto com muito mais clareza, o que aumenta as chances da ideia ser aceita.

Após apresentar seu protótipo aos possíveis investidores, ela cria um mínimo produto viável (um MVP) para testar a aceitação, demonstrando o uso do produto (a experiência) a quem pode comprá-lo em feiras e lojas de departamento.

Nesse contexto, a prototipagem permite verificar na prática e a um custo baixo os aprimoramentos necessários e as possíveis formas de divulgação do produto ou serviço, aumentando as chances de sucesso da versão final.

Foco no usuário

Em outra cena, Joy consegue uma oportunidade de apresentar o novo produto num famoso canal de vendas. A produção do programa a arruma como as outras apresentadoras do canal: cabelo armado, maquiagem pesada, saia e salto alto. Antes de entrar no ar, no entanto, Joy decide vestir-se com o mesmo visual do seu público-alvo (sua persona) - pessoas que precisam limpar coisas no dia a dia.

Ao fazer isso, Joy está focando no usuário. Ela enxerga do ponto de vista dele e se coloca de forma que o público possa se identificar com o que está sendo oferecido. Como resultado, ela ganha a empatia dos telespectadores e um expressivo aumento nas vendas.

Você já tirou inspiração para negócios de algum filme? Conta pra gente nos comentários!

Categorias: Design Thinking

Design Thinking - Inovação em Negócios

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