RECEBA O CONTEÚDO DO BLOG NO SEU E-MAIL!

As 3 fases do Design Thinking: Imersão

Design Thinking | Publicado por Time MJV on 22/out/2014 8:09:11

DSC01237_1 (1)

por Isabel Adler*

Hoje começamos uma série textos sobre as fases introdutórias ao Design Thinking. Nossa primeira conversa é sobre a Imersão. Nos próximos, falaremos sobre Ideação e Prototipação. Boa leitura!

A Imersão é a primeira das três fase da abordagem de Design Thinking. É na imersão que a equipe se aproxima do contexto do projeto e começa a identificar e classificar os problemas a serem resolvidos.

Muito importante para dar o input no pensamento e nas ações dos design thinkers, a imersão geralmente é subdividida em duas etapas: imersão preliminar e imersão em profundidade. Logo depois, passamos para a análise e síntese das informações coletadas.

Vamos entender cada uma dessas etapas:

Imersão preliminar

Geralmente as empresas têm desafios a serem superados, mas não sabem as raízes dessas dificuldades. A imersão preliminar se dá quando fazemos um apanhado de um monte de informações sobre o contexto para entender mais sobre o tema e podermos, aos poucos, identificar os extremos que serão explorados com mais detalhes na imersão em profundidade.

Portanto, é imporatnte entender o problema e, caso necessário, reenquadrá-lo. Ou seja, olhar o problema sob outras perspectivas e ângulos, mergulhando nas percepções e anseios de todos os stakeholders.

Para fazer o reenquadramento, a imersão preliminar é dividida em:

Captura - Coleta de dados sobre a razão de ser do produto/serviço/empresa em relação a crenças e suposições do interlocutor. Esta captação é feita geralmente durante reuniões, mediante entrevistas, mas também podem ser feitos exercícios de analogia, encenação ou outras dinâmicas.

Transformação - Com os dados capturados, a equipe do projeto faz o mapeamento e adiciona novas perspectivas.

Preparação - Com base no resultado da fase de transformação, agora cria-se materiais de sensibilização de impacto para estimular o interlocutor a refletir.

Imersão em profundidade

Esta segunda etapa é um mergulho a fundo no contexto e na vida dos stakeholders. O foco é entender o o que as pessoas falam, como agem, o que pensam e como se sentem.

É neste momento que se identificam comportamentos extremos e mapeia-se os padrões e necessidades. A equipe observa e interage com clientes/usuários do produto ou serviço para entender seu ponto de vista e o que/como fazem e se sentem em relação a ele. São usadas diversas técnicas, como entrevista, registro fotográfico, observação participante, observação indireta, cadernos de sensibilização etc.

Análise e síntese

Depois de levantar dados, mergulhando no contexto e, vendo as perspectivas de todos os envolvidos, chega a hora de organizar os insights para obter padrões e criar desafios que auxiliem na compreensão do problema.

Nesta etapa criamos ferramentas como cartão de insights, diagrama de afinidades, mapa conceitual, critérios norteadores, personas, mapa de empatia, entre outros.

Fique ligado! Na próxima sexta-feira (24/10) vamos conversar sobre o processo de Ideação.

* Isabel Adler é diretora de Inovação da MJV e coautora do livro Design Thinking - Inovação em Negócios (MJV Press, 2012).

Categorias: Design Thinking

Design Thinking - Inovação em Negócios

Deixe seu comentário

Receba o conteúdo do blog no seu e-mail!

Posts recentes