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Três formas de promover a cultura de inovação na sua equipe

Design Thinking, Cultura de Inovação | Publicado por Time MJV on 17/mai/2018 17:56:00

 

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Na visão de Luiz Serafim, diretor de Marketing da 3M do Brasil e autor do livro "O Poder da Inovação - Como alavancar a inovação na sua empresa", a cultura de inovação de uma empresa só se fortalece quando está focada nas pessoas. “É preciso preparar as pessoas, ter um foco muito grande no desenvolvimento dos talentos. Pois, não são prédios, máquinas e softwares que fazem [a inovação], são as pessoas”, afirma.

Se considerarmos cultura como o conjunto de fatores determinantes dos desejos e comportamentos das pessoas, como escreveu José Alberto Aranha em ‘Interfaces - A chave para compreender pessoas e suas relações em um ambiente de inovação’, entendemos que a cultura de inovação é também produto das relações entre a empresa e seus colaboradores. Não pode ser imposta, mas sim estimulada, alimentada.

Mas como incentivar a cultura de inovação?

Há inúmeras maneiras de direcionar a equipe para o pensamento inovador e promover o desenvolvimento da cultura de inovação. Aqui apresentamos três formas divertidas que podem ser feitas por qualquer empresa, de qualquer porte ou segmento. São elas os workshops colaborativos e JAMs, que podem ser aplicados para todos os tipos de profissionais, e os hackathons, geralmente direcionados ao pessoal de tecnologia.

Hackathons

Junção das palavras inglesas Hack e Marathon, os hackathons são maratonas de programação, em que uma ou mais equipes de profissionais de TI passam um período analisando problemas e oportunidades e desenvolvendo soluções tecnológicas que os atendam, de softwares a sites e aplicações web. Inicialmente eram voltados apenas para os “hackers”, profissionais dedicados a conhecer sistemas, estudá-los e descobrir falhas, e não necessariamente os famosos criminosos virtuais.

Também cada vez mais comuns, os hackathons estão sendo usados para desenvolvimento de hardwares. Um hackathon pode durar algumas horas, alguns dias e até semanas. Quanto menor o tempo, maior o desafio. “Recentemente promovemos um hackaton em que juntamos alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ) com profissionais da empresa. Nós os dividimos em quatro equipes para resolver os seguintes macro problemas: trânsito/transporte público, compras em supermercado, filas e comando da casa à distância usando a tecnologia do Arduíno”, conta Eric Santana, consultor de Inovação da MJV.

Ao final, os participantes apresentaram o que fizeram para o CEO da MJV e para integrantes das equipes de Inovação e Marketing. Houve uma "votação" dos melhores projetos e os vencedores ganharam uma capa para placas de Arduíno, feita na impressora 3D enquanto eles trabalhavam. “Isso foi bem legal porque enquanto trabalhavam, eles estavam mega intrigados e tentando adivinhar o que estava sendo feito ali”.

“Ainda mais interessante do que os protótipos funcionais é o legado que o evento deixou para ambas as partes. Os alunos saíram maravilhados com a empresa, sua cultura, espaço e funcionários. Adoraram aprender sobre um tema tão recorrente no mundo da tecnolgia, que é o Arduíno, e logo em seguida já colocá-lo em prática. E a MJV, por sua vez, conseguiu um bom intercâmbio intelectual, tornando seus colaboradores um pouco mais empreendedores e inovadores. Sem falar ainda nos ótimos futuros estagiários e consultores”, conclui Eric.

Workshops colaborativos

Os whorkshops colaborativos podem ser feitos de diversas formas. A ideia é que tenham um tema central e que, a partir de dinâmicas em que todos colaboram, o tema seja apresentado. “Quanto mais gente colocar a mão na massa durante o evento, melhor. Quando todos participam, melhor ainda”, diz Juliana Paolucci, consultora de Inovação da MJV.

A executiva promoveu na empresa um almoço em que toda a equipe de Tecnologia ajudou a preparar a refeição. “Foi uma surpresa pra eles. A gente forneceu todos os ingredientes e dividiu em quatro grupos: arrumação da mesa de refeição, preparação de salada, salada de fruta e sanduíche. A montagem desses grupos foi feita por sorteio. Com isso, as ‘panelinhas’ tradicionais foram desfeitas”, conta. “Eles tinham um objetivo em comum, e focaram nele, focaram no tempo de 30 minutos que foi estipulado”.

Ao final, a equipe sentou para discutir e avaliar o evento. “Eles conseguiram perceber a importância do trabalho em grupo. Foram discutidos aspectos que a gente acha imprescindíveis no dia a dia do trabalho em equipe como cumprimento de prazos, efetividade das tarefas, confiança no trabalho dos colegas e colaboração. Para fechar, construímos um varal e ali penduramos os aprendizados conseguidos durante esse workshop e algumas fotos. Desta forma, a experiência ficou registrada na sala de trabalho e eles podem revisitá-la constantemente”, conta Juliana.

Innovation JAM

Na música, “jamming” significa improviso, combinação de ideias de diferentes pessoas para a criação de algo novo. No contexto pessoal e profisional, a Innovation JAM é uma forma de aprender novas técnicas e de conhecer pessoas para melhorar nossas capacidades e criar soluções inovadoras. No ambiente empresarial, as técnicas de JAM são usadas para reunir equipes multidisciplinares para analisar os desafios e/ou oportunidades a partir de múltiplas perspectivas. Assim, surgem os Jams: eventos de Jams.

Esses eventos reúnem atividades flexíveis que podem acontecer ao longo de uma tarde ou se estender por alguns dias. Os participantes de diversas áreas e departamentos são agrupados de acordo com seus interesses, conhecimento e experiências em relação ao assunto a ser debatido. Inicialmente são orientados por facilitadores/especialistas, sempre com o cuidado de não interferir na criatividade do grupo. Passado esse período, os grupos vão se mesclando para que o intercâmbio de ideias e visões passe a fluir. Na MJV os Jams são realizados no laboratório de prototipação.

O local é equipado com materiais lúdicos, impressora 3D e espaço para brainstorm. “É essencial que as pessoas não fiquem apenas no ‘mundo das palavras’, mas que também tragam suas ideias para o ‘mundo real’”, afirma Eric Santana. “Durante um Jam é muito mais importante construir um protótipo físico do que discutir detalhes”, explica. “Os resultados podem surpreender a todos. Fica aquela sensação de ‘como não sabíamos que temos tantas mentes criativas aqui?'"

Categorias: Design Thinking, Cultura de Inovação

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