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Como transformar seu Planejamento Estratégico com Design Thinking

Design Thinking | Publicado por Time MJV on 1/dez/2016 9:00:00

Em nosso post anterior, mostramos 3 sinais de que sua empresa precisa repensar o planejamento estratégico. Entre outros fatores, abordamos a capacitação das lideranças, a colaboração e o foco nas pessoas como fundamentais para tornar o planejamento mais alinhado à realidade da organização. É aí que o Design Thinking entra.

planejamento-quadro-branco.pngO design thinker percebe tudo ao seu redor como oportunidade de criar soluções para os problemas dos usuários, sejam eles executivos de alto escalão ou moradores de uma comunidade de pescadores. Por isso, adota, inicialmente, uma postura observadora e imparcial, a partir da qual se possa compreender profundamente os gargalos, adquirir uma compreensão maior do problema, para a partir daí buscar soluções.

Por que planejar com Design Thinking

Em seu artigo Five Steps to a Strategic Plan (5 Passos para um Plano Estratégico), a Forbes explicita que para qualquer mudança dentro de uma empresa, é preciso que haja um planejamento estratégico.Ele deve considerar a aplicação do tempo, do dinheiro e dos recursos humanos. Para isso, é necessário determinar inicialmente onde você está, qual é o foco, o que se deseja alcançar e qual é a estratégia para chegar lá.

Dado que o planejamento orienta as ações da empresa para que ela atinja seus objetivos de forma organizada, as principais lideranças devem estar envolvidas no fortalecimento de ideias e intenções. Contudo, sabe-se que as ações relacionadas neste plano vão impactar diretamente nas atividades diárias da organização como um todo, afetando, assim, os funcionários.

Dessa forma, em vez de gerar um planejamento estratégico apartado da realidade dos colaboradores, a abordagem provocativa e colaborativa do Design Thinking permite reunir equipes multidisciplinares e com diferentes pontos de vista para construir “à quatro mãos” soluções viáveis para possíveis desafios, engajando elementos diversos do time.

Esse é o diferencial do Design Thinking em relação às demais metodologias: abrir caminhos para que as estratégias empresariais sejam realizadas ou modificadas através do entendimento dos sistemas de forma complexa e cocriativa.

As fases do Design Thinking aplicadas ao planejamento

A partir das etapas de Imersão, Análise, Ideação, Prototipagem e Implementação, é possível entender o contexto, analisá-lo, gerar ideias e testá-las, observando seu impacto antes de implementá-las.  

Com o DT podemos estudar profundamente a teia que compõe a efetivação de um planejamento, alinhando os objetivos maiores da empresa aos anseios de seus colaboradores e aos conhecimentos existentes. Isso permite motivar e estimular o compromisso de todas as partes envolvidas na execução da estratégia, além de gerar interação entre setores. Assim, é possível chegar a um resultado estruturado e com mais chances de efetividade.

Ao realizar um planejamento estratégico da inovação, por exemplo, é possível delinear um caminho seguro e orientado para o cumprimento dos objetivos reais da sua empresa, além de contemplar os diversos aspectos da complexidade que é o ecossistema organizacional.

A seguir, vamos mostrar como as etapas do Design Thinking podem ser úteis nesse contexto. 

Imersão: identificando os problemas a resolver

Você se lembra das perguntas que fizemos no último post? Vamos recapitular: 

  • Como minha empresa está atualmente?
  • Para onde queremos ir?
  • Como podemos chegar lá?
  • Quem são os envolvidos nesse processo?
  • Como é o mercado no qual minha empresa está inserida?
  • Como medir os resultados no meio do caminho?

A etapa de Imersão se dedica a coletar informações para responder essas e outras perguntas. Ela serve para investigar o contexto por meio da elaboração de um plano de pesquisa, incluindo protocolos de pesquisa primária, que ajudam no mapeamento dos cenários a ser estudados. As informações colhidas durante a Imersão são levantadas através da condução de entrevistas semi-estruturadas, que auxiliam no levantamento dos perfis de funcionários, suas divisões e áreas de apoio, além de outros stakeholders envolvidos no processo.

Análise e Ideação com ferramentas de DT

ideacao-design-thinking-mjv.pngApós a Imersão, os problemas ficam expostos e é necessário organizar da maneira mais clara possível os resultados desse levantamento de informações para analisá-los.

Para isso, a equipe de projeto utiliza ferramentas visuais como frameworks sobre o campo de atuação das áreas (objetivo, mindset e visão estratégica), visualização do workflow atual do(s) departamentos(s) e, ainda, o mapeamento de interação entre as áreas que o subdividem. Essas visualizações são tratadas como insumos para ideias e como critérios norteadores para elaboração da fase de Ideação.

A partir dessa visualização enquadrada do problema, são geradas ideias de forma criativa e não restritiva. Nesse momento, a colaboração é um dos aspectos mais importantes a ser estimulado, o que pode ocorrer por meio da realização de workshops de cocriação, com grupos multidisciplinares.  

Prototipagem: teste e feedback de ideias

A prototipagem inicial é uma materialização de baixo custo, que irá ilustrar a ideia gerada para apresentação às pessoas. Pode ser realizada em qualquer etapa do projeto e serve para iterar soluções, ajustando-as conforme a necessidade. Dessa forma, a gestão poderá filtrar os projetos que mais se adequam aos objetivos estratégicos definidos no planejamento, selecionando um vencedor ou combinando partes relevantes dos projetos.

A implementação, é, então, a consequência desse ciclo:

Investigação e análise - Geração de ideias em workshops cocriativos - Criação de protótipos para testes

Esse ciclo não linear pode ser repetido quantas vezes for necessário para obter a compreensão do contexto. Com esse processo bem estruturado, é possível gerar um engajamento amplo entre todos os integrantes envolvidos. Além disso, ideias às vezes muito simples e baratas melhoram problemas estruturais e toda a produtividade de um ou de vários times. Já a implementação precisa ser acompanhada e considerar a gestão de mudanças.

Num próximo ciclo de planejamento, os envolvidos poderão avaliar e gerar melhorias incrementais em seus projetos, internalizando, pouco a pouco, a atitude da proatividade e da cultura de inovação em cada atividade realizada.

Próximo passo: execução do planejamento

Quanto aos resultados da versão final do planejamento, é preciso que sejam criados meios de manutenção e a checagem constante dos objetivos micro e macro, e da assertividade das ferramentas utilizadas. É preciso que o sistema de gestão contemple momentos de avaliação periodicamente.

A cada ciclo de planejamento estratégico e checagem, os times compreendem mais e mais seu papel fundamental na obtenção dos resultados empresariais: esse é um ganho intangível de grande relevância, muitas vezes não valorizado.

No próximo post, vamos compartilhar um caso de projeto no qual usamos o Design Thinking para auxiliar na criação do planejamento estratégico de uma empresa. Até lá, se você tem interesse em usar a metodologia para inovar na geração de um plano, pode se inscrever no webinar gratuito que vai ao ar no dia 08/12, às 11h.

Categorias: Design Thinking

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