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Saiba quais são os 15 princípios de Lean UX

Metodologia Lean | Publicado por Time MJV on 4/abr/2014 12:26:00

Equipes multifuncionais - MJV Foco na experiência do usuário, e não nos produtos ou serviços que serão disponibilizados ao consumidor. Ou ainda, a soma de todas as interações percebidas por um usuário de um produto ou serviço, sejam elas positivas ou negativas. Esses são os conceitos de Lean UX, uma abordagem inovadora que vem sendo aplicada por grandes empresas ao redor do mundo, como PayPal, Google, Intel, entre outras.

Saiba agora quais são os 15 princípios de Lean UX:

1) Equipes multifuncionais

Compostas por engenheiros de software, gerentes de produtos, designers de interação, designers visuais, gestores de conteúdo, Marketing e Controle de Qualidade (QA, sigla em inglês).

2) Pequena, dedicada e alocada

Existência de equipes pequenas, não mais de 10 pessoas se dedicam a um projeto e trabalham no mesmo local. Esse formato propicia comunicação, foco nas mesmas prioridades, além de companheirismo.

3) Resultados, não produção

Funcionalidades e serviços traduzem-se em produção. As metas de negócios que estes devem atingir são os resultados. Lean UX mensura progresso em termos de resultados de negócios explícitos e definidos. Gerenciando resultados e o progresso feito em direção a eles, a equipe ganha noções sobre a eficácia das funcionalidades que está construindo.

4) Equipe focada em problemas

Destinada a resolver problemas de negócio, em oposição a um conjunto de funcionalidades a programar. Essa é a extensão lógica do foco em resultados. O que permite que a equipe traga suas próprias soluções, gerando um sentimento profundo de orgulho e propriedade das soluções que a equipe implementa.

5) Remoção de desperdício

Um dos principais dogmas em Lean Manufacturing é a remoção de tudo o que não leve à meta final. Em Lean UX, essa é aprimorar resultados. O que não contribua para isso é considerado desperdício e deve ser removido dos processos da equipe. Os recursos do time são limitados. Quanto mais desperdício a equipe puder eliminar, mais rápido poderá se mover.

6) Pequena quantidade

Criando apenas o design que é necessário para mover a equipe à frente e evitando grandes inventários de ideias não testadas e não implementadas.

7) Anti-padrão: rockstars, gurus e ninjas

Lean UX defende uma mentalidade baseada em equipe. Rockstars, gurus e ninjas, e outros especialistas de elite quebram a coesão da equipe e destroem a colaboração.

8) Aprender antes de crescer

É difícil imaginar a coisa certa a fazer e escalar o negócio em volta disso ao mesmo tempo. Lean UX favorece o foco primeiro no aprendizado e depois no crescimento.

9) Saindo do negócio dos entregáveis

Lean UX foca o processo de design longe dos documentos que a equipe está criando para perto dos resultados que está atingindo. Com alta colaboração entre equipes multifuncionais, conversas com stakeholders tornam-se menos sobre qual artefato está sendo criado e mais sobre quais resultados estão sendo atingidos.

10) Entendimento compartilhado

Quanto mais o time entende coletivamente o que está fazendo e porque, menos depende de documentos detalhados para continuar seu trabalho.

11) Descoberta contínua

É o processo em andamento para engajar o usuário durante o design e desenvolvimento. Esse engajamento é feito por meio de atividades regularmente agendadas, usando métodos quantitativos e qualitativos. A meta é entender o que os usuários estão fazendo com os produtos e porque estão fazendo. Pesquisas envolvem a equipe toda. Finalmente, como a equipe aprende junto, é reduzida a necessidade de documentação e reuniões de alinhamento.

12) GOOB: A nova centralização no usuário

GOOB é de fato um acrônimo para o que o professor da Universidade de Stanford, empresário e autor Steve Blank chama de getting out of the building. Defende que debates em sala de reunião sobre as necessidades dos usuários não precisam ser concluídos dentro do escritório. Ao invés disso, as respostas estão no mercado, fora do prédio.

13) Externalize o trabalho

Equipes usam quadros brancos, painéis, cartazes e post-its para exporem o progresso do seu trabalho para seus colegas, clientes e parceiros de projeto. Ao externalizar, as ideias fluem da equipe para as paredes permitindo que todos vejam onde a equipe está. Isso permite também que todos os membros do time, mesmo os mais quietos, participem nas atividades de troca de informações.

14) Fazer ao invés de analisar

Existe mais valor em criar uma primeira versão de uma ideia do que gastar meio dia debatendo seus méritos em uma sala de conferência. A resposta às questões mais difíceis que a equipe irá enfrentar serão encontradas em campo, por meio dos clientes. Em ordem de ter essas respostas, as ideias precisam ser concretizadas, algo precisa ser feito para que os clientes respondam a isso.

15) Permissão para falhar

Para encontrar a melhor solução para um problema do negócio, equipes de Lean UX precisam experimentar novas ideias. A maior parte delas irá falhar. A equipe precisa estar segura para falhar se quiser ser bem sucedida. Permissão para falhar significa que o time tem um ambiente seguro para fazer experimentos. Essa filosofia se aplica tanto para ambientes técnicos quanto culturais. Permissão para falhar gera cultura de experimentação. Experimentação gera criatividade. Criatividade, a seu tempo, gera ideias inovadoras.

Aproveite para assistir ao vídeo do webinar Lean UX: Método Ágil para User Experience Design, ministrado pela nossa consultora Lise Heymer, e confira também a apresentação completa disponível no SlideShare.

Categorias: Metodologia Lean

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