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Open Banking: o que é e como funciona

inovação aberta | Publicado por Time MJV on 13/fev/2019 12:18:46

mjv_inovacao_aberta_open_bankingNos últimos anos, o setor bancário tem dado passos largos para melhorar a satisfação do cliente, reduzir os custos e, principalmente, competir com as fintechs e gigantes da tecnologia. É nesse movimento que o termo Open Banking se torna realidade promissora.

Neste artigo, vamos desmistificar e simplificar esse conceito de APIs abertas para bancos. Continue lendo para ver quais são os benefícios para as instituições bancárias e seus clientes e muito mais!

Os desafios dos bancos com a Transformação Digital

Antes de entrarmos mais a fundo no conceito de Open Banking, é preciso uma contextualização: assim como o restante do mercado, os bancos enfrentam inúmeros desafios com a Transformação Digital. O crescimento das fintechs — startups que fornecem serviços financeiros utilizando softwares e outros recursos de tecnologia moderna — é um exemplo.

Diferentemente das instituições bancárias tradicionais, as fintechs perceberam cedo que os serviços financeiros de todos os tipos (transferências de dinheiro, empréstimos, investimentos, pagamentos etc.) precisam integrar-se perfeitamente à vida dos clientes modernos e sofisticados de hoje. Assim, elas surgem aproveitando o movimento de digitalização de negócios e vida privada.

A força dessa onda está na utilização de tecnologias emergentes, como Big Data e Inteligência Artificial para otimizar a experiência do consumidor e preencher gaps do sistema financeiro.

Também as big techs, gigantes do ramo de tecnologias, estão de olho no mercado financeiro e ousam ameaçar a hegemonia dos bancos. Amazon, Facebook e Apple, por exemplo, já experimentam transações financeiras, especialmente para pagamentos.

Além da concorrência com as fintechs, o próprio setor precisa competir entre si para proporcionar melhor experiência aos clientes, inovar, criar diferenciação, levar a automatização de processos a um novo patamar, entre outras necessidades do mundo hiperconectado.

Mas, na maioria das vezes, as instituições bancárias não têm profissionais especializados em tech-innovation para pensar, desenvolver e implementar novos produtos e serviços 100% digitais e alinhados aos desejos e necessidades dos consumidores.

Tudo isso, criou o ambiente perfeito para um ecossistema financeiro totalmente digital nos países desenvolvidos e em rápida transformação nos que estão em desenvolvimento; uma realidade que bate à porta das organizações bancárias já estabelecidas.

Serviços bancários de plataforma aberta, APIs públicas e aplicações terceirizadas estão em operação, dando as cartas no segmento e aguardando por parcerias (com startups, empresas de TI etc.), inéditas de preferência.

O que é Open Banking

Se fôssemos traduzir ipsis litteris, Open Banking significaria Banco Aberto. Mas esse é um termo que remete aos métodos de Inovação Aberta pensados exclusivamente para o setor bancário.

Dentro do que chamamos de Open Banking está a prática da colaboração entre instituições bancárias tradicionais com startups, fintechs e empresas de tecnologia. Essas parcerias resultam em soluções e aplicações inovadoras.

E isso só acontece por que as interfaces de programação de aplicativos (APIs) permitem que terceiros acessem informações financeiras com eficiência, o que promove o desenvolvimento de novos aplicativos e serviços. Elas também facilitam a coleta e a análises sofisticadas de volumes exponenciais de dados.

APIs abertas são ótimas oportunidades para criar novos modelos de negócios bancários, iniciando o, tão necessário, processo de Transformação Digital, responsável por tirar as instituições financeiras da área de conforto e guiá-las rumo à estratégias fundamentadas em user-centric.

O Open Banking propõe elaboração de produtos e serviços online, 100% digitais que geram vantagens para o usuário final. Sim, a ideia não é resolver o problema do banco e de seus desenvolvedores, mas o do seu consumidor.

Idealmente, uma estratégia de Open Banking deve resultar em uma melhor experiência para os consumidores. A diferença entre o conceito e outras estratégias rotineiras no mercado é o novo cenário criado por ele, em que correntistas acessam serviços e funcionalidades do banco a partir de sites e aplicativos terceiros.

A instituição financeira deixa de existir apenas em seus próprios domínios e passa a ter contato com seu cliente em outros espaços digitais, ampliando sua atuação, público, portfólio de serviços e tempo de contato.

A plataforma de API aberta do banco deve ser capaz de conectar o correntista, mais especificamente os dados dele, à outras plataformas de sua escolha. O poder de escolha é do usuário, o de conexão de dados é da instituição financeira.

O que parecia um futuro distante já é realidade e tira o sono de muitas instituições bancárias pelo mundo, que estão correndo atrás de um Open Bank para retomar o espaço perdido para as Fintechs.

Impactos do Open Banking no setor

As iniciativas inovadoras de tecnologia financeira estão estimulando rapidamente a adoção em mercados desenvolvidos, como vimos com o Reino Unido, a Alemanha e os EUA. Mas há uma grande oportunidade nos mercados emergentes, que podem se beneficiar enormemente de um padrão bancário aberto. Por exemplo, na América Latina, apenas 51% dos adultos têm uma conta bancária.

Então, ao invés de “brigar” apenas por esse percentual ativo, é interessante que as organizações bancárias foquem em ajudar aqueles que estão interessados em serviços financeiros a encontrar um produto certo. E elas podem fazer isso de uma maneira mais eficiente com uma boa estratégia Open Banking.

Por outro lado, bancos são grandes plataformas geradoras de insumos informacionais. Uma infinidade de dados transacionais passam por seus sistemas a todo instante. Se dados são o novo petróleo, o setor bancário tem uma mina de ouro nas mãos.

A abordagem Open Banking acompanha uma tendência que ganha cada vez mais força e relevância no mercado: a API-fication, em que dados transacionais são propriedades dos clientes e não do Banco - e eles decidem como usá-los.

A partir da cybersecurity, o banco aberto ajuda seus clientes a compartilharem com segurança seus dados financeiros com outras instituições através do uso de interfaces de programação, mais conhecidas como APIs.

Em suma, em tempos de Fintechs, uma estratégia Open Banking cria novos patamares competitivos, incentiva a inovação tecnológica e dos negócios e coloca a experiência do cliente no centro.

7 razões para investir em uma estratégia Open Banking

Confira, a seguir, quais são as sete vantagens que uma estratégia de Open Banking pode oferecer ao seu banco — ou: por que vale tanto a pena investir nessa tendência.

  1. Monetização de serviços: incremento significativo na rentabilidade, a partir de uma melhor utilização dos dados para conhecer e atender clientes com mais eficiência;

  2. Redução de custos: melhor uso da tecnologia para diminuir gastos tanto para a instituição bancária quanto para clientes e parceiros;

  3. Melhoria na experiência do cliente: diferenciação da concorrência dentro do setor e entre fintechs e big techs, a partir da satisfação do consumidor;

  4. Novos produtos e serviços: cultura de disrupção para a geração de produtos e serviços mais lucrativos e que atendam as necessidades do público alvo;

  5. Otimização de desenvolvimento e pesquisa de soluções: por meio de estratégias de dados, é possível tornar pesquisa e desenvolvimento mais eficientes, rápidos e baratos;

  6. Aceleração da transformação digital: ao firmar parcerias com startups e empresas de TI para a estratégia, por exemplo, é possível transpassar os obstáculos para a transformação digital;

  7. Ganho de valor: além da percepção dos clientes e de outros públicos de interesse, os bancos que atuam com inovação aberta elevam seu valor geral de mercado;

Como se preparar para o Open Banking

Como você viu, os esforços do Open Banking são um grande negócio para bancos, startups e empresas de TI. Também favorecem os clientes e, com o setor se movimentando para tal, podem modificar o ecossistema econômico de um país.

Para finalizar, recomendamos dois passos iniciais para as instituições bancárias que querem fazer da inovação aberta seu salto para o futuro:

  1. Mindset digital: É fundamental superar o passado e criar uma cultura onde processos e serviços sejam pensados e executados no ambiente digital. Estratégias user-centric, ecossistema ágil (especialmente para TI), gestão de risco e desburocratização de processos, entre outras iniciativas entram neste esforço. Com ajuda de consultorias especializadas e capacitação de lideranças, é totalmente possível implementar um mindset digital em prazos menores.

  2. Operacional tech-driven: Também recomendamos a incrementação dos investimentos em plataformas de APIs internas, APIs abertas ao público, cibersegurança e computação em nuvem.  Tudo isso para montar uma infraestrutura que suporte e garanta confiabilidade à estratégia Open Banking.

MJV Innovation Lab

Estamos à sua disposição para auxiliar o seu banco a implementar uma estratégia Open Banking. Por meio do Innovation Lab MJV podemos auxiliá-lo nesse esforço. Nós já temos diversos cases de sucesso com instituições bancárias nacionais e internacionais. Faça contato conosco e veja como podemos ajudar!

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Categorias: inovação aberta

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