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Como o Design Thinking pode ser usado em smart cities?

Design Thinking, Internet das Coisas | Publicado por Time MJV on 31/mar/2014 8:45:00

Usando o Design Thinking - MJV

Tornar uma cidade melhor para se viver e trabalhar, por meio do uso de novas tecnologias. Este é o conceito por trás das smart cities, ou cidades inteligentes, uma resposta ao processo de urbanização intensivo e desordenado que as cidades têm sofrido nos últimos dois séculos. Para ajudar a pensar sobre temas complexos como esse e encontrar soluções que vão ao encontro dos anseios de quem vivencia um determinado problema, nada melhor do que aplicar o Design Thinking.

Tal abordagem inovadora tem sido usada dentro de um importante projeto de urbanização da Gávea, bairro da Zona Sul carioca. E a MJV Tecnologia & Inovação participou de um workshop promovido pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do RJ e SC, no qual o tema foi Parque Urbano Inteligente da Gávea, também chamado de Puig Project. Este configura-se como um parque urbano pautado nas smart cities, integrando desenvolvimento tecnológico e desenvolvimento social, para gerar qualidade de vida e bem estar para a sociedade.

Durante uma semana, gestores de grandes empresas juntamente com estudantes da PUC e da Universidade Aalto, da Finlândia, trabalharam os seguintes desafios: Mobilidade inteligente, Inclusão social, Desenvolvimento e preservação do patrimônio cultural, histórico e ambiental do bairro e Segurança pública. Todos eles envolveram as etapas do Design Thinking (imersão, ideação, análise e síntese e prototipação) e foram acompanhados de perto por experientes professores brasileiros e finlandeses.

Visita à comunidade - MJV

Dentro do tema de segurança pública, ao qual a MJV esteve diretamente envolvida, foi proposta a seguinte questão: "O bairro, junto com a maioria das outras partes da cidade, sente-se abandonado. Como podem ser usadas a tecnologia, redes sociais e outras ferramentas para melhorar essa situação?"

Diante desse desafio, os participantes realizaram pesquisas desk e de campo, entrevistaram stakeholders e moradores da Gávea (incluindo Rocinha e Parque da Cidade), além de sessões de brainstorming, entre outras ferramentas usadas no Design Thinking.

Facilitação visual - MJVGraphic recording - MJV

Entre os vários insights surgidos, destacam-se 7:

1) A comunidade da Rocinha é vista como uma outra cidade pelos moradores da Gávea;

2) Estes estão resistentes à mudança e à transformação do bairro em smart city (pela necessidade de inclusão social e construção de prédios no bairro);

3) A polícia está nas comunidades por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), mas a pacificação não trouxe o prometido - TRABALHO. O desemprego aumentou dentro das favelas;

4) O Parque da Cidade não é frequentado pelos moradores da Gávea, porque é muito escuro e vazio;

5) As crianças das comunidades escolhem entre dois caminhos, o das drogas ou dos estudos;

6) Os habitantes das comunidades residem nos morros, porque lá a terra é pública, apesar de correrem risco de morte com possíveis deslizamentos de terra;

7) Na Gávea, não tem praia, um espaço social comum a quase todos os bairros da Zona Sul.

Uma das possíveis soluções para segurança pública da Gávea passaria pelo Parque da Cidade, que fica entre o bairro e as comunidades. O Parque seria um local de interação e inclusão social, por meio da educação e do esporte. Ao criar essa integração, os moradores se aproximariam e a percepção do medo seria reduzida. Logo, as pessoas se sentiriam mais seguras e felizes.

As ideias e soluções encontradas durante o workshop continuam sendo discutidas pelos participantes, para que possam de fato ser implementadas num futuro próximo.

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Categorias: Design Thinking, Internet das Coisas

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